Café Assombrado
Aqui vai uma versão mais sombria e melancólica da história do Corvo:
A noite era escura e silenciosa, como se o próprio tempo tivesse parado, o vento uivava como um lobo ferido, fazendo as árvores tremerem de medo. A lua estava escondida, como se não quisesse testemunhar a fúria que estava por vir.
Em um casarão velho e isolado, um homem sentava-se sozinho, cercado pelas sombras da noite. Ele era um jovem poeta, chamado Edgar, que havia perdido sua amada, Lenore.
Seus olhos estavam secos, mas sua alma estava cheia de lágrimas e de ódio, por não ter conseguido salvar sua amada.
Lenore havia morrido de forma brutal, vítima de uma maldição, ativada por um objeto amaldiçoado que ela havia encontrado.
O objeto, um anel antigo, feito de ouro branco e esmeralda havia, sido criado por um feiticeiro experiente e temido por gerações, para trazer desgraça e morte para quem o possuísse.
O anel havia sido encontrado por Lenore em uma viagem à Europa, onde ela havia visitado um castelo abandonado durante uma expedição. Ela havia sido atraída pelo anel, que parecia ter um poder maligno sobre ela.
Quando Lenore havia colocado o anel, ela havia sido consumida por uma força sombria e maligna. Ela havia começado a ter visões terríveis e a ouvir vozes que a chamavam para o inferno, assim como em um sonho ruim ela relevou.
Edgar havia tentado salvar Lenore, mas já era tarde,pois o anel já tinha a consumido por inteira fazendo com que ela definha-se em vida em poucos dias.
Agora, ele estava sozinho, cercado pela escuridão e pelo silêncio. Ele estava consumido pela raiva e pela dor, e jurou vingança contra aqueles que haviam matado sua amada.e
De repente, um barulho ecoou pela casa, como se alguém tivesse batido à porta. Edgar se levantou, seu coração batia forte de maneira acelerada, mesmo assim foi até a porta. Ele a abriu, e uma figura escura entrou na casa.
A figura era um corvo, sua plumagem preta como a noite se perdia facilmente na escuridão, ele tinha olhos brilhantes e profundos, como se estivesse vivo, e um bico afiado, como se estivesse pronto para atacar. O corvo pousou em uma estátua de Atena que se encontrava perto da lareira, e começou a falar.
-"Nunca mais", disse o corvo, sua voz como um sussurro do vento.
-"Nunca mais você verá sua amada, nunca mais você a abraçará, nunca mais você a ouvirá."
Edgar gritou de raiva e de dor, seu corpo convulsionando de fúria, ele sabia que estava perdido, que a escuridão o havia consumido e o ódio o corroído por dentro.
De repente, Edgar viu uma visão do inferno, com chamas que queimavam sua alma.
Ele viu Lenore, sua amada, sendo arrastada para as profundezas do inferno por uma figura Longa e sombria. O corvo ria, sua voz como um eco da desesperança.
-"Você não pôde salvar sua amada", disse o corvo.
- "Você não pôde impedi- la de morrer. Agora, ela está perdida para sempre, e você está sozinho."
Edgar gritou de novo, pois não aguentava mais ver sua amada em tremendo sofrimento, ele não se importava mais com sigo mesmo...
E assim, Edgar ficou lá, sozinho e louco, enquanto o corvo continuava a falar, sua voz como um eco na imensidão do casarão. A noite continuou, escura e silenciosa, e Edgar nunca mais foi o mesmo.

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